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domingo, 5 de fevereiro de 2012

كلام

Lucy Kellaway

            
         Eu não escolho as palavras elas me escolhem, surgem em minha mente, e quando não as deleto por incompatibilidade as pronuncio sem pensar no efeito que causarão, ou escrevo-as  sem refletir se combinarão  entre si. 
      São palavras e não devem ser meticulosamente medidas nem irresponsavelmente sorteadas, apenas amorosamente pronunciadas.





Palavra – Sinônimos -  afirmação, declaração , discurso,  dito,  doutrina,  expressão,  fala,   promessa,  termo,  verbo,  vocábulo,  voz (   http://www.dicsin.com.br/content/dicsin_lista.php )

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Repleta de Mim!

            Não preciso de motivos que justifiquem a minha existência, nem de razões que legitimem a minha vida. O sucesso profissional não massageia o meu ego, bem como os relacionamentos sociais não contribuem para minha alegria. Mais uma vez a minha felicidade está pautada na minha capacidade de ser. Estou REPLETA DE MIM!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O Apego que me resta!

          Muitas vezes deixo de reparar nos efeitos que me causa a sua ausência. Como muda meu modo de pensar, de agir, de respirar. Não sei se sou mais eu com ou sem você. Suas pequenas doses repercutem intensivamente no meu dia a dia. Minto, finjo não sentir sua falta, mas já não consigo disfarçar a abstinência que o meu corpo tem de você. Não sei se é vício, dependência psíquica, física ou espiritual, só desconheço solução melhor do que te engolir todos os dias. 
        Meus amigos dizem que não é bom pra mim, meus pais me proíbem de ignorá-lo, os estranhos não entendem seus motivos, mas só eu sei até onde consigo ir sem você. Nunca menosprezei seu potencial, suas contra-indicações não estão no meu perfil. Talvez seja por isso que insistem em dizer que tenho uma boa tolerância a sua droga. 
         Se não fosse por você eu ainda seria portadora de uma das melhores memórias fotográficas que se tem conhecimento, não me esqueceria do rosto de todas as pessoas que por mim passaram, lembraria com nitidez de todas as minhas falas dos dias anteriores e estaria sempre segura de que os dias realmente importantes jamais seriam esquecidos. 
      Eu demorei a perceber que era você o principal colaborador de alguns dos maiores males do meu ser.        
          Quando eu o abandonei, você gritou! E eu escutei! Sua ausência me levou a conhecer as profundezas da depressão. As lagrimas e o choro soluçado e desmotivado se tornaram rotina nos meus dias me levando a reconsiderá-lo em minha vida. Hoje sobrevivo com 1/6 de você, conseguimos ficar distantes por um dia inteiro. Ainda é o apego que me resta, o mal necessario que me salva do abismo da cataplexia!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Projeção

Eu sou sua projeção de perfeição. Aquela que obteve tudo que vilmente você nega por não admitir desejar e por medo de nunca conseguir obter.
Minhas ações são seus mais profundos anseios, minhas atitudes são suas vontades obscuras, meu ser é o seu querer ser.
Mais por receio de incapacidade do que por preconceito você ignora e rejeita essa inveja incansável que tenta transformar em desprezo. Idolatrando tudo que é contrario ao meu eu e criticando tudo que se refere a minha pessoa você disfarça a impotência de indiferença.
Talvez seja melhor assim. O seu papel requer interpretação da velha chata que acredita ser a jovem bela. Só esquece que jovens belas não são rabugentas e caretas, e muito menos gordas e indigestas.
Apenas pesso que poupe seus esforços, não irei reduzir o meu potencial para curar suas moléstias. Solidariedade é uma das minhas virtudes mas não tenho vocação de hospedeira parasitária.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Novata


             No recente momento me flagro em súbito estado de contradição. Sinto-me como um ser estranho que não se adaptou ainda ao corpo que foi lhe dado. Necessariamente ao corpo, porque seria no mínimo bizarro estranhar um corpo ao qual se está inserido há mais de duas décadas, mas a condição a que esse corpo pertence.
         À medida que os anos passam o meu ser se transforma intensivamente e passa por diferentes estágios de adaptação. No momento sinto como se meu eu estivesse passando por uma metamorfose psicológica e espiritual da qual o resultado ainda é desconhecido.
       Surge um conflito com o antigo casulo que sofre um estagio de dificuldade de aceitação com a nova velha forma. Como se ainda não conhecesse por inteiro o ser que habita o outro lado do espelho, e embora os meus olhos não mintam refletindo de fato a imagem correspondente minha mente insiste em enxergar aquilo que se acostumou a ver, o estagio evolutivo antessente ao atual.
        Sinto como nunca, uma intensa dificuldade de adorar esse novo eu como adorara os outros. Talvez devido ao fato de se tratar de uma desconhecida que anseia por novos cuidados e uma integração com os conterrâneos.
        Mas devo dar boas vidas a essa recém-chegada, e devo dizer-lhe que espero do fundo do peito, ou de qualquer outra cavidade corpórea correspondente aos sentimentos, que ela seja amada, entendida, e idolatrada tanto ou mais que as anteriores. Farei o possível e o impossível para que isso ocorra da forma mais plena e sincera o possível.
        Apesar de toda essa recente dificuldade de identificação comigo mesma, me sinto bem em perceber que algumas coisas não mudaram, como a agradável sensação de andar de bicicleta no sol, o gosto por imagens e desenhos modais, e a magicalidade que a dança exerce sobre o meu ser.
       Já consigo perceber qualidades exclusivas dessa novata, sua escrita e indiscutivelmente mais madura e clara, com um vocabulário cada vez mais rico e aprimorado, sua capacidade de enxergar as situações por ângulos distintos e brilhantes, sem contar na falta de vitimização contínua, substituída pela adoção de atitudes mais prudentes e sensatas.

sábado, 25 de junho de 2011

Sinto que é como sonhar

"Ficou claro que o que enxergo não faz parte da vasta participação que meu mundo tinha quando eu abria - fechava - os olhos. A vertigem e o medo de cair tem quase me tomado o fôlego por completo. A altitude e o medo de novos horizontes tem me impossibilitado de sentir o vento e abrir meus braços. Cheguei no meu limite. Procurei algo alcançável para me segurar, porém me ligar ao que restou do passado hoje não me fez diferença positiva alguma. Pelo contrário, me ligar ao que restou foi tão brutalmente errado que tão pouco deixou para mais um de meus futuros conflitos. Amadureça. Amadureci? Se isso significa que não vou mais poder crer no que era pra mim palpável e admirável, prefiro continuar imatura. No final das contas eu ainda acredito que alguém ainda virá me resgatar. Mesmo que esse alguém seja eu mesma. As perspectivas são boas. Estou cansada dessa vida séria. Vou me soltar, fechar os olhos e não me importar, posso?" Mariana Magre



terça-feira, 31 de maio de 2011

Lou Salomé

" Ouse, ouse... ouse tudo!! Não tenha necessidade de nada! Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém. Acredite: a vida lhe dará poucos presentes. Se você quer uma vida, aprenda... a roubá-la! Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer. Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!"

 "Pois, sobretudo, resulta no indivíduo uma espécie de interação ébria e exuberante das mais altas energias criadoras do seu corpo e a exaltação mais alta da alma. Enquanto nossa consciência se interessa vagamente, habitualmente, por nossa vida psíquica, como por um mundo que conhecemos mal e que controlamos ainda pior, que ao que parece forma um com ela, mas com o qual normalmente ela se entende mal - eis que se produz subitamente entre eles uma tal comunhão de enervação que todos os seus desejos, todas as suas aspirações se inflamam ao mesmo tempo."
 

"Assim, para quem ama, o amor, por muito tempo e pela vida afora, é solidão, isolamento, cada vez mais intenso e profundo. O amor, antes de tudo, não é o que se chama entregar-se, confundir-se, unir-se a outra pessoa. (...) O amor é uma ocasião sublime para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo por si mesmo, tornar-se um mundo para si, por causa de um outro ser: é uma grande e ilimitada exigência que se lhe faz, uma escolha e um chamado para longe."
 

"só aquele que permanece inteiramente ele próprio pode, com o tempo, permanecer objeto do amor, porque só ele é capaz de simbolizar para o outro a vida, ser sentido como tal. Assim, nada há de mais inepto em amor do que se adaptar um ao outro, de se polir um contra o outro, e todo esse sistema interminável de concessões mútuas... e, quanto mais os seres chegam ao extremo do refinamento, tanto mais é funesto de se enxertar um sobre o outro, em nome do amor, de se transformar um em parasita do outro, quando cada um deles deve se enraizar robustamente em um solo particular, a fim de se tornar todo um mundo para o outro."

— Lou-Salomé

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ruína da Capacidade

Eu sou: 
A ruína da capacidade,
a frustração do ego,
A sucumbência da moralidade,
e a perversão da dignidade.

Eu sou o cárcere do homem livre,
e a libertação do receio.
O pesadelo que você não consegue acordar,
e a violência que você não consegue controlar.

Eu transformo a inocência em maleficência,
e a civilidade em hostilidade.
Eu faço as lembranças agradáveis
se transformarem em memórias insuportáveis.

Se me controlam sou inofensivo,
mas se eu predomino
rompo com todas as barreiras da prudência.

Já converti democracias em tiranias,
apegos em vícios,
e até; vítimas em réus.

Quem sou eu?
O MEDO, também conhecido como DESESPERO.
(Natália Bayeh)

domingo, 13 de março de 2011

As Duas Faces de um Crime (PRIMAL FEAR)

         Ambicioso, liso de alto nível de defesa advogado Martin Vail (Richard Gere) defendeu a gagueira altar Kentucky garoto Aaron Stampler (Edward Norton), que foi acusado de um assassinato cruel de um arco-bispo católico nomeado Rushman.  Durante o interrogatório, Stampler revelaram que ele sofria de desordem de personalidade múltipla -
e seu psicótico, sociopata alter-ego (chamado Roy) tinha tomado conta, entrou em erupção e atacaram o distrito assistente procurador procurador Janet Venable (Laura Linney), a ex-namorada Vail , durante o julgamento.
Stampler foi absolvido no julgamento por razões de insanidade, e depois a reviravolta chocante do filme foi revelado - como Aaron felicitou o seu advogado em sua cela, ele inadvertidamente disse-lhe que ele estava apenas fingindo ser louco e tinha realmente assassinado premeditadamente o sacerdote ("... cuttin 'aquele filho da puta? Rushman up que era apenas uma f - parentes "obra de arte)!") e sua namorada Linda .Além disso, ele admitiu que Roy era sua verdadeira personalidade (e responsáveis) e que "nunca houve um, conselheiro Aaron"(Filmsite- Melhores Diálogos do Cinema)
 Melhores Diálogos!
Martin Vail- Por que jogar com o dinheiro quando você pode jogar com a vida das pessoas? Isso foi uma piada. /Tudo bem, eu vou te dizer.  Eu acredito na noção de que as pessoas são inocentes até que se prove a culpa./  Eu acredito em que a noção, porque eu escolho acreditar na bondade básica das pessoas. / Eu escolho acreditar que nem todos os crimes são cometidos por pessoas com más intenções./ E eu tento entender que algumas pessoas muito, muito boas, acabam  fazendo algumas coisas muito ruins.
 ...
Outro- Digamos que tenha um cliente que saiba que é culpado?
Martin Vail- Não! Nem nosso sistema de justiça nem eu ligamos para isso! Todo réu a despeito do que tenha feito, tem direito a melhor defesa que seu advogado possa oferecer.
 ...
Outro- E o que acha da verdade?
Martin Vail- Só há uma que interessa. Minha versão . A que elaboro na mente dos doze jurados. Se quizer pode dar outro nome: a ilusão da verdade."
        
          Sem dúvida alguma, uma das melhores tramas jurídicas da história do cinema,o filme estrelado por Richarde Gree mostra a Outra Face de um Advogado. Que diferente do que muitos pensam não é aquele ser frio, mal caráter e salvador dos "inimigos", e sim um profissional, muitas vezes, muito mais sensível e justo do que qualquer médico. É muito simples limitar-se a inocentar os justos, honestos e "de bem", difícil é ser capaz de revelar o lado inocente dos "culpados".

sábado, 29 de janeiro de 2011

Na alegria ou na tristeza...

Na alegria ou na tristeza
Na saúde ou na doença
No sexo ou na gravidez,
No sono profundo ou no ronco,
No bom humor e na TPM,
Na ereção e na menstruação,
Na degustação e na defecação,
Na gratificação ou no desemprego,
Naboa forma ou na obesidade,
No atletismo ou na tetraplegia,
No alphavile ou na favela,
No orgasmo e na ejaculação precoce,
Na ovulação e na menopausa.
Com filhos e com genros,
Com a noiva e com a sogra.
Até que um caso fortuito os separe!

         Se você é uma daquelas pessoas que tem o eloquente sonho do matrimonio e se assustou com essas possibilidades, acreditando que a segunda opção não ameniza a primeira, é altamente recomendável que você reveja seus conceitos sobre casamento e aceite melhor o instituto do divórcio.

Existe uma grande possibilidade de termos belos sonhos ao dormir, mas a probabilidade de se ter terríveis pesadelos não é inferior.
Não se esqueça que casamento é um contrato bilateral, real, oneroso e gratuito!
(Natália Bayeh)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Íris

É assustador perceber a velocidade com que o mundo exterior se transforma com uma simples mudança no mundo interior.
O brilho do sol ou o azul do mar não ficam tão empolgantes quando dentro de seu crânio latejam dores
A pele bronzeada e o corpo definido de um homem bonito perdem a graça quando o seu útero contrai e o sangue escorre entre suas pernas.

Quem usa óculos escuros pouco vê,
precisa diminuir a luz natural para conseguir enxergar.
Mas o mundo não é o mesmo por traz dessas lentes,
nem mesmo a frente de nossos olhos que através
da reflexão luminosa reproduz a imagem do que tecnicamente
se encontra diante de nós.
O nossa visão nos permite enxergar não é de fato o que está ao nosso redor,
é preciso mais que isso para ler o mundo.  
(Natália Bayeh)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Semelhança?

Luiza/Jessica
Clones?
 Irmãos separados?
Sósias?
Ou apenas coincidências genéticas?
Seja o que for esses meus amigos ( Luiza, Vanessa, Lauren, e Danilo) se parecem muito com esses outros da TV.
Jessica Hambug/Luiza Verena
Sandy/Vanessa
Rodrigo Páclat/Thiago Fragoso
Pitty/ Lauren
Taylor/Danilo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Irresistível Inconveniente

Ele não tem hora pra chegar
nem tempo pra ir embora,
as vezes chega pra ficar,
não importa se vai incomodar.
Outras vezes vem de passagem,
fica alguns segundos e vai sem despedir. 
Presente em todas as fases da  vida.
Me da coragem pra fazer o que sempre quis,e querer o que não deveria ser cogitado.
Sempre ignorando o princípio da moralidade, leva os fracos a ilegalidade.
Tem razões que ele mesmo desconhece.
É de extrema precisão,
mas nunca foi preciso!
Já me disseram que é do Demônio
mas ele só me faz sentir perto do céu!
Sou mais ele e ele é mais Eu.
Seu nome?Nunca descobri o verdadeiro, 
mas os íntimos o chamam de Tesão! 
Natália Bayeh

sábado, 27 de novembro de 2010

Capitu é Inocente!

Ocorreu nesse dia 23 de novembro, "no 2° Tribunal do Júri de Goiânia, o julgamento da personagem Capitu, da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, acusada por seu marido Bentinho, de adultério com seu melhor amigo, Escobar. O evento é uma iniciativa da Academia Goiana de Lestras (AGL), em parceria com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). A sessão conta com um advogado de defesa, função designada ao escritor e atual presidente da AGL, Hélio Moreira. Já a acusação é feita pelo imortal da mesma academia, Eurico Barbosa.O presidente Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) , desembargador Paulo Teles, que atua na função de juiz."
O evento foi uma iniciativa da Academia Goiana de Lestras (AGL), em parceria com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e teve como objetivo proporcionar o debate cultural acerca da famosa obra de Machado de Assis aproximando, mais uma vez, o Judiciário da sociedade. Assim como um júri real comum, o de Capitu contou com juiz, réu, promotor, defesa e dos jurados. Por essa razão, a convite da AGL, fizeram parte do Conselho de Sentença os acadêmicos Geraldo Coelho Vaz, Maria Augusta de Sant’ Anna Moraes, César Baioch e o homenageado, Gabriel Nascente, assessor cultural do TJGO.

O CASO
Dom Casmurro, uma das obras mais famosas de Machado de Assis foi publicada em 1900 e tem como narrador Bento Santiago, o Bentinho. Órfão de pai, cresceu sob os cuidados de sua mãe, Dona Glória, que desde seu nascimento o prometera à vida sacerdotal em cumprimento de uma promessa, onde ela jurara a Deus que se concebesse um novo herdeiro, após o primeiro filho morrer no parto, o entregaria ao seminário, fato que anos mais tarde ocorrera. Porém, o sacerdócio não atraia o jovem Bentinho, já que seu desejo era se casar com sua vizinha Capitolina, a Capitu. No seminário, Bentinho conhece aquele que se tornou seu melhor amigo, Escobar, e, após algum tempo, ambos abandonam os estudos clericais. Bento estuda direito em São Paulo e se casa em 1825 com o amor de infância, e seu companheiro, com a amiga de Capitu, Sancha.
Do matrimônio de Bentinho e Capitu nasce Ezequiel e do casamento de Sancha e Escobar, nasce uma menina chamada Capitolina, em homenagem a Capitu. Pouco tempo depois, Escobar morre afogado, e durante seu enterro, Bentinho julga estranha a forma como a esposa contempla o cadáver. A partir deste episódio, os ciúmes do narrador cresce e ele passa a perceber cada vez mais características do filho semelhantes às do amigo falecido, levando-o a ter certeza que sua mulher o traíra e que Ezequiel, na verdade, era fruto de uma aventura de Capitu com Escobar. Bentinho chega a planejar o assassinato da esposa e da criança, seguido pelo seu suicídio, mas não tem coragem.
O ciúme do narrador era tão intenso, que cumulou na separação do casal. Capitu e Ezequiel viajam para a Europa, lugar onde anos depois ela falece. Ezequiel, já moço, volta ao Brasil para visitar o pai, que constata a veemente semelhança com seu antigo companheiro de seminário. O rapaz volta para a Europa, onde logo falece e Bentinho, conhecido por Casmurro pelos vizinhos, por consequência de seu fechamento, afoga-se cada vez mais em dúvidas e amarguras, motivo que o levou a escrever sua biografia.

A ACUSAÇÃO
Já a acusação, feita pelo imortal da mesma academia, Eurico Barbosa, é de que a culpa de Capitu seria evidente. A tese principal da promotoria foi sustentada em diversos clássicos literários mundialmente famosos, como Madame Bovary de Gustave Flaubert e principalmente nas obras machadianas que constantemente abordam o tema adultério. Uma delas é conto “Missa do Galo”, onde Conceição, uma mulher casada, seduz Nogueira, de apenas 17 anos.
O promotor asseverou ainda que Machado de Assis jamais revelou a “sentença” de Capitu, pois, caso contrário, Dom Casmurro perderia seu sentido e não haveria discussão dessa obra. Porém, ele enfatizou ser “escravo das evidências” e acredita que essas são maiores que as ambiguidades contidas no livro. Por essa razão, segundo ele, é impossível acreditar na inocência da personagem.
A DEFESA
Durante o debate, a defesa, representada pelo escritor e atual presidente da Academia Goiana de Letras (AGL), Hélio Moreira, argumentou que o narrador da história era ao mesmo tempo personagem da obra e advogado e que, por esse motivo, conduziu a história à sua maneira, por meio da sua versão. Na história, Capitu é acusada por Bentinho de traí-lo com seu melhor amigo, Escobar.

A SENTENÇA
A ansiosa resposta para a pergunta “Capitu traiu ou não Bentinho?” foi dada, depois de quase 4 horas de discussão histórica, pelos sete jurados que fizeram parte do julgamento fictício de Capitu, personagem da obra principal de Machado de Assis, realizado nesta terça-feira (23), no 2º Tribunal do Júri de Goiânia. Por entender que não existia provas ou fatos reais que comprovassem a traição, o júri, que terminou por volta das 19h30, absolveu Capitu pelo crime de adultério, previsto na época do fato e anteriormente no Código Penal de 1940 (artigo 240), com pena de 15 dias a 6 meses de prisão, mas revogado pela Lei 11.106, de 2005.
Texto: Myrelle Motta e Maria Amélia Saad


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Rapunzel nunca mais!

Não é que eu esteja sendo preconceituosa, materialista talvez, mas  julgo as mulheres pelo corte de cabelo. Sim revela muito sobre a atitude feminina, mulheres ousadas, confiantes e bem resolvidas dificilmente vão ter aqueles "mortos" e nada modernos cabelos retos e longos. Cortar o cabelo requer ousadia, bom gosto e estilo. Por isso o corte de cabelo diz tanto sobre a personalidade. Pouco importa o que a revistinha de beleza disse sobre moda  ou qual o corte de cabelo que combina com o seu rosto, a questão é buscar aquele corte que melhor expresse o seu eu. Corte os cabelos ou seja sempre aquela garota Rapunzel vivendo a esperara de um príncipe.

"A fama é para os homens como os cabelos - cresce depois da morte, quando já lhe é de pouca serventia." Albert Einstein
''MUITA CALMA NESSA HORA" com cabelos da hora
"Quando quis mudar mudei a roupa e o modo de pensar agora só falta o cabelo..."Lediani Chapuis
PESSOAS REAIS COM CABELOS LEGAIS
"Em caso de dor ponha gelo, mude o corte de cabelo." Alice Ruiz E Itamar Assumção
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